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ANGELA MARIA
A convidada para o programa Homenagem ao Artista dessa semana é pra lá de especial. Ângela Maria contou um pouco da sua trajetória, que começou na infância, nos cultos da igreja Batista que frequentava.
Confira quem cantou para homenagear Ângela Maria:
Natália Bianca cantou um dos sucessos de Ângela: Cinderela (Adelino Moreira).
Geisilaine encantou a homenageada com seu carisma e talento ao interpretar Babalú (Margarita Lecuona).
Isabella Di Leli & César Camargo fizeram um dueto para a canção Mamãe (Herivelto Martins / David Nasser).
Hevelyn Costa cantou com sua suavidade Gente Humilde (Chico B. de Hollanda / Garoto / Vinícius de Moraes)
Ricky Vallen deixou Ângela Maria com lágrimas nos olhos ao interpretar Tango para Teresa (J. Amorim / E. Golveia). “Você cantou a minha música como ninguém. Você colocou todos dos seus sentimentos nessa canção”, disse Ângela emocionada.
Ângela Maria se emocionou ainda mais ao assistir ao vídeo com depoimentos de pessoas importantes para a sua carreira: Leão Lobo, Peninha, Francis Hime, Emílio Santiago, Eduardo Lages, Elias Muniz (compositor), Wando, Elymar Santos, Wanderléa, Sergio Reis, Luiz Ayrão, Michael Sullivan, Odair José, Pe Antonio Maria, Agnaldo Timóreo, Cauby Peixoto, além de fãs e familiares.
Ângela Maria cantou Que Será? (Mario Rossi / Marino Pinto) e Ave Maria no Morro (Herivelto Martins).
Para finalizar, Ângela recebeu flores em comemoração ao seu aniversário.
Conheça um pouco da história de Angela Maria:
Em 13 de maio de 1928 nascia em Macabu, distrito de Macaé, no Rio de Janeiro, Abelim Maria da Cunha. Filha de um reverendo da Igreja Batista, Abelim aprendeu a cantar nos cultos religiosos e logo chamou a atenção de todos pela voz privilegiada.
Para ajudar a família, Abelim trabalhou numa fábrica de lâmpadas. A rotina cansativa e o salário baixo só faziam aumentar o sonho de ser cantora de rádio. Nessa época, Abelim chocou a família ao participar de programas de calouros. Para o público, era inevitável a comparação com Dalva de Oliveira, de quem Abelim era fã.
Para fugir das comparações com Dalva de Oliveira, e da pressão familiar, Abelim escolheu um codinome. E assim, as apresentações profissionais de Ângela Maria começaram em 1948.
Os shows na casa Dancing Avenida chamaram a atenção de um diretor da Mayrink Veiga, uma importante rádio carioca. Começava um grande desafio para Ângela Maria: criar estilo e repertório próprios.
Em casa, Ângela Maria era chamada, carinhosamente, de “Zica”, mas para um importante político, a cantora tinha a cor de uma fruta tropical. Foi assim que o presidente Getúlio Vargas deu a Ângela o apelido de Sapoti.
Ao longo da carreira, Ângela Maria lançou 114 discos. No repertório, samba-canções, boleros e tangos, além de gravações em português, espanhol e italiano.
Na década de 50 ganhou o título de Rainha do Rádio por ser considerada a cantora mais popular do Brasil e coleciona títulos como três prêmios Sharp e dois Roquete Pinto.
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