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Daniel Gonzaga

Nessa semana o quadro “Homenagem ao Artista” destacou um dos maiores nomes da música popular brasileira: Gonzaguinha. No palco, para receber essa homenagem este Daniel, filho de Gonzaguinha.
Daniel também é cantor e recentemente lançou um CD para dar continuidade a música da família Gonzaga. “Fiz questão de estar no seu primeiro show, por consideração ao seu pai. A partir daí, fiquei com uma enorme admiração por você.”, disse Oswaldo Montenegro à Daniel.

Confira quem esteve no palco para cantar os sucessos de Gonzaguinha:
Jordana - Explode Coração (Gonzaguinha)
Christian Fernandes – Vida de Viajante (Luiz Gonzaga)
Felipe Haniel – O que é, o que é (Gonzaguinha)
Ricky Vallen – Sangrando (Gonzaguinha)

Conheça um pouco mais da história de Daniel Gonzaga:
(Por Matheus Colen)
Há três gerações o nome “Gonzaga” representa talento e originalidade na música popular brasileira. Nos anos 40, Luiz Gonzaga saiu do Nordeste e foi tentar a vida no Rio de Janeiro. Lá se consagrou como o “Rei do Baião” e difundiu a cultura nordestina por todo o Brasil.
Nessa época, nasce Luiz Gonzaga do nascimento júnior, o Gonzaguinha. Que anos mais tarde, se tornaria um dos grandes compositores da MPB.
A mãe de Gonzaguinha morreu muito cedo, com apenas 22 anos de idade. O “Rei do Baião” tinha muitos compromissos com o povo, viajava por todo o Brasil e não poderia cuidar do filho.
Então Gonzaguinha foi entregue aos padrinhos. No subúrbio carioca ele cresceu entre a malandragem da rua e o carinho da madrinha. O interesse pela música surgiu cedo. Gonzaguinha via o padrinho tocando violão e tentava fazer igual.
Mas o talento maior estava nas letras. Ele possuía um censo crítico muito apurado, e com apenas 14 anos começou a compor.
Aos 16 anos Gonzaguinha foi morar com o pai para se dedicar aos estudos e desde então nunca mais repetiu um ano na escola.
Trancado no quarto, ele dividia o tempo entre a leitura de diversos jornais e a música. Passava o dia lendo e tocando violão.

Dono de um gênio forte, Luiz Gonzaga Júnior se desentendeu com Helena, a mulher de seu pai. Por causa disso, acabou matriculado em um colégio interno. Lá, concluiu o Ensino Médio e cursou a sonhada faculdade de economia.
Nos anos 70, participou do início de um importante movimento cultural. As reuniões na casa de “Aluízio Porto Carrero”, ao lado dos amigos “Ivan Lins”, “Aldir Blânc”, “Paulo Emílio” e “César Costa Filho”, originaram o “Movimento Artístico Universitário”, que acabou virando programa de TV.
Na casa de Aluízio, Gonzaguinha conheceu Ângela, sua primeira esposa e mãe dos dois primeiros filhos: Daniel e Fernanda. Anos mais tarde, durante a ditadura militar, Gonzaguinha vai ao programa de Flávio Cavalcanti e apresenta a música “Comportamento Geral”.
A letra polêmica rendeu a primeira de muitas visitas ao “Departamento da Ordem Política e Social”, órgão da censura do governo militar. Para lançar um disco com 18 faixas, Gonzaguinha teve que apresentar 72 letras, 54 foram vetadas.
Nos anos 80 Gonzaguinha emplacou diversos sucessos e realizou grandes turnês. A mais importante delas, foi ao lado do pai. O “Rei do Baião” viajou durante um ano ao lado do filho “Gonzaguinha” na turnê “Vida de Viajante”.
Em 2007, “Daniel Gonzaga” presta uma homenagem ao falecido pai com o álbum “Comportamento Geral”, e dá continuidade à qualidade musical da “Família Gonzaga”
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