DOMINGUINHOS
“Ah isso aqui ta muito bom, isso aqui ta bom demais...”. O programa Homenagem ao Artita de 15 de abril foi pra lá de bom.
Dominguinhos, o homenageado dessa semana, tocou sua sanfona acompanhada por violão, pandeiro, triângulo e zabumba, alguns de seus sucessos: Nem se despediu de mim (L. Gonzaga / João Silva), Nem me deu bola (J. Silva), Oi que balanço bom (Dominguinhos / Nando Bordel) e A vida do Viajante (Luiz Gonzaga / Hervê Cordovil)
Confira quem cantou para homenagear Dominguinhos:
Hevelyn Costa mostrou todo o seu talento ao interpretar Gostoso de Mais (Dominguinhos / Nando Cordel).
Geisilaine animou a platéia e Dominguinhos com as canções Isso aqui ta muito bom (Dominguinhos / Nando Cordel)e Pedras que cantam (Dominguinhos / Fausto Nilo).
André Marthins deu uma roupagem especial para a canção Tenho sede (Dominguinhos / Anastácia).
André Leono emocionou e ficou emocionado ao interpretar De Volta pro aconchego (Dominguinhos / Nando Cordel). “Quando vemos um jovem cantando desse jeito, percebemos que a música pode se tornar ainda maior”, disse Dominguinhos emocionado.
Maísa com todo seu carisma, encantou o cantor e compositor com a apresentação de Eu só quero um Xodó (Dominguinhos / Anastácia).
Ricky Vallen fez um arranjo diferenciado para a canção Asa Branca, que é uma das mais famosas de Dominguinhos. Uma composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Dominguinhos assistiu a um vídeo com depoimentos de pessoas importantes na música como Toquinho, Altamiro Carrilho, Marines, Trio Virgulino, Nando Cordel, Anastácia, Alceu Valença e Oswaldinho do Acordeom. E, ao final do vídeo, emocionou-se com o depoimento de carinho de seus amigos e familiares.
Ele recebeu também, uma homenagem da cantora Jane Duboc. Ela interpretou, ao som do violão de Arismar do Espírito Santos, a canção Contrato de Separação, com composição de Dominguinhos e Anastácia.
Conheça um pouco da história de Dominguinhos:
Foi em Guaranhuns, cidade de Pernambuco que fica a mil metros acima do mar, que nasceu José Domingos Moraes, no dia 12 de Fevereiro de 1941. O pai, Seu Chicão, era roceiro e afinador de sanfona. A mãe, Dona Mariinha, sonhava que alguns dos 16 filhos tivessem o dom para a música.
Talvez seja por isso que Dominguinhos não teve dificuldades pra escolher uma profissão. Aos oito anos, Dominguinhos foi levado pela mãe para a primeira apresentação pública.
Dona Mariinha fez roupas especiais para alguns dos filhos e levou a turma para a feira. Lá, olhou para cada um deles e disse: toquem! Nessa época, Dominguinhos era apenas “Neném” e tocava pandeiro.
A primeira música de Dominguinhos foi criada depois que aprendeu a tocar sanfona. Foi uma valsa chamada “Saudade da Minha Terra”, feita em 1950. Um ano depois, Dominguinhos foi convidado a gravar um acetato com várias composições próprias.
Na época áurea do rádio brasileiro, Dominguinhos era um personagem importante dos regionais. Dominando a sanfona, ajudou a divulgar o forró e o baião num período em que grandes vozes faziam sucesso. Aos poucos adquiriu credibilidade e chamou atenção de muitos artistas como Chico Buarque, Gal Costa e Gilberto Gil.
Dominguinhos gravou o primeiro LP em 1964. De lá pra cá, foram mais de 70 lançamentos e cerca de 600 composições. Rigoroso no instrumental, o artista procurou parceiros sensíveis pra dar letras às melodias. Entre as canções de maior sucesso, está “Eu só quero um xodó”. Dominguinhos já perdeu a conta de quantas regravações teve essa música, inclusive no exterior.
Dominguinhos teve muitos parceiros e grandes incentivadores. Mas ninguém ocupa um lugar tão especial no coração dele como o rei do baião, Luiz Gonzaga. Os dois se conheceram em 1949, quando Gonzaga viu Dominguinhos tocando na praça com os irmãos. Voltaram a se encontrar tempos depois, no Rio de Janeiro e a partir daí foram 35 anos de convivência.
O nome Dominguinhos foi uma sugestão de Luiz Gonzaga, em homenagem ao sanfoneiro Domingos de Ambrósio. Gonzaga deu ainda outro presente ao pupilo: declarou certa vez numa entrevista que Dominguinhos seria seu sucessor musical.
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