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Elba Ramalho
A convidada para o “Homenagem ao Artista” dessa semana, dia 11 de novembro, trouxe para o programa muita energia e alto astral.
A Paraibana é referencia na música nordestina, e em 28 anos de carreira musical Elba conquistou todo o Brasil.
Te admiro pelo jeito de cantar, pela verdade que você transmite. Você toma conta do palco, é uma artista completa, tem uma voz que pode cantar todos os gêneros sobretudo as músicas que vem do Nordeste. Você canta samba, frevo, maracatu, ciranda. Você comanda! (Alceu Valença)
No palco, César Camargo & Isabela di Leli fizeram uma mega surpresa pra Elba. Eles trouxeram a canção “Entre o céu e o mar” numa releitura lírica.
Além deles, outros talentos do Raul Gil homenagearam a paraibana. Confira quem esteve no palco:
Denise Regina – Ciranda da rosa vermelha (Alceu Valença)
Geisilaine - Banho de cheiro (Carlos Fernando)
Rafael Augusto – Ai que saudade de ocê (Vital Farias)
Gabriela Rocha – Canção de despedida (Geraldo Vandré / Geraldo Azevedo)
Felipe Haniel – Bate coração (Cecéu)
César Camargo & Isabela di Leli – Entre o céu e o mar (R. Henry / Dudu Falcão)
André Leono – De volta pro aconchego (Dominguinhos Nando Cordel)

Elba, cantou com os talentos do programa, dançou e se emocionou muito. Depois de assistir o depoimento de amigos como Moraes Moreira, Alceu Valença, Tânia Alves, Margareth Menezes, Sandra de Sá, Elba cantou:
- As forças da natureza (João Nogueira / P. César Pinheiro)
- Ave Anjos Angeli (Jorge Bem Jor)
- Gaiola da Saudade (J. Silva / Maciel Salú)
- A natureza das coisas (Accioly Neto)
Confira um pouco da história de Elba Ramalho:
(por Matheus Colen)
É interessante notar como belas flores brotam do sertão. Esta, em especial, reúne em si toda a beleza da cultura nordestina.
Cada pétala que possui é um símbolo do que agregou durante a vida. Essa somatória de influências artísticas, beleza e alegria formaram a mais bela flor da Música Popular Brasileira.
Elba Ramalho nasceu na Paraíba. Seu pai era instrumentista de orquestra e ajudou a despertar o interesse da pequena pelas artes.
O início da carreira de Elba Ramalho possui forte influência do teatro. Na época do colégio, em Campina Grande, ela participou de dois corais falados. O trabalho desenvolvido por estes grupos resultou na criação da Fundação Artística e Cultural Manuel Bandeira.

Os anos se passaram, diversas peças foram montadas e o desempenho de Elba no palco conquistou o produtor Roberto Santana.
Sem vacilar, Roberto convidou Elba para integrar um espetáculo com o “Quinteto violado”. Ela abandonou a faculdade, fez as malas e foi brilhar nos palcos cariocas.
A mudança para o Rio de Janeiro foi fundamental para a carreira de Elba Ramalho. Ao final da temporada, ao lado do quinteto violado, ela resolve permanecer na cidade.
Durante a década de 70, Elba se estabelece como atriz de teatro. E numa noite do boêmio bairro “Baixo Leblon”, conhece Alceu Valença. Em pouco tempo já fazia vocais nos shows de Alceu.
No ano de 1979, Elba é escolhida para integrar o elenco do musical “A ópera do Malandro” escrita por Chico Buarque e Rui Guerra.
Na “Ópera do Malandro”, Elba contracena com grandes nomes do teatro brasileiro, e sua interpretação ao lado de Marieta Severo ganha destaque.
O sucesso da peça lhe rendeu um contrato com uma gravadora. Elba lança o primeiro álbum, chamado “Ave de prata” e dá início à carreira de cantora. Nesse projeto Elba Ramalho pôde contar com parceiros como Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Sivuca.
O disco originou um espetáculo que rodou as principais cidades brasileiras, totalizando 180 apresentações. A “flor do sertão” se tornava a “flor do Brasil”.
Um ano se passa, outro álbum é lançado e Elba fica internacional. Em 1980 ela vai para a África apresentar um show no festival de cultura negra.

A cada ano que passa, Elba lança um novo disco e prepara novos shows. As apresentações são eletrizantes, a alegria contagiante conquista facilmente o público além de lhe dar diversos amigos.
O fruto dessas amizades é um presente para todos nós. Ao lado de Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, Elba apresenta “O grande encontro”
Elba Ramalho é a verdadeira mensageira da alegria, dentro e fora dos palcos. Na organização não governamental Amica, que ajuda crianças com câncer, ela ocupa o cargo de vice-presidente e está sempre por perto. Sem receber ajuda de órgãos públicos, hoje a Amica já possui um prédio com diversos recursos para atender as crianças. Isso sem falar no refeitório, que atende cerca de 60 pessoas por dia, e nas diversas festas que são realizadas durante o ano.
Apesar de possuir o prédio, a Amica precisa terminar a obra para poder atender melhor as crianças, em especial as que chegam de outros Estados.
Já são quase 30 anos de uma carreira repleta de realizações. Mesmo quando estava grávida do filho Luã, ela não parou de viajar pelo Brasil e pelo mundo.
As turnês passaram por diversos países. Japão, Itália, Alemanha, França, Suíça, Cuba, Portugal, Angola e muitos outros.
Durante essa longa estrada, conquistou diversos prêmios e emplacou vários sucessos. Tudo isso rendeu até um museu. Localizado em Caruaru, o “Centro de Exposições Elba Ramalho” possui mais de 150 itens, dentre prêmios e roupas usadas por ela em shows e peças de teatro. |