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- FAGNER –
Irreverente, romântico e tímido. Assim é o homenageado dessa semana.
Além de ter conquistado fãs por todo o Brasil, Fagner conquistou a admiração de muitos colegas de trabalho. “Fagner é um grande cantador e poeta. Nasceu para fazer o que faz”, disse Alcione.
As músicas de Fagner já marcaram épocas e situações especiais na vida de muitas pessoas. Um bom exemplo é Ricky Vallen. “A primeira vez que participei do Programa Raul Gil eu cantei Espumas ao Vento. Essa canção trouxe muita sorte e, por isso, hoje cantei essa música e fiz questão de usar a mesma roupa com que me apresentei naquele dia”, disse Ricky Vallen emocionado.
Confira quem homenageou Fagner:
Jonatham Brito – Canteiros (Raimundo Fagner / Cecília Meireles)
Rodrigo Rios – Macuripe (Fagner / Belchior)
Hevelyn Costa – Noturno (Graco / Caio Silvio)
André Marthins – Guerreiro Menino (Gonzaguinha)
Mayck & Lyan – Deslizes (Michael Sullivan / Paulo Massadas)
Caio Mesquita – Borbulhas de Amor (José Luis Guerra – vrs. Ferreira Gullar)
Ricky Vallen – Espumas ao Vento (Acioly Neto)
Fagner assistiu aos depoimentos de carinho de amigos como: Reginaldo Rossi, Falcão, Alcione, grupo Roupa Nova, Roberto Menescal, Milton Guedes, Ney Matogrosso, Belchior, Paulo Ricardo, Ivete Sangalo, Altay Veloso, Dominguinhos, Michael Sullivan, Ronnie Von, Rogério Ceni, Zico, Agnaldo Timóteo, Jorge Vercilo, entre outros.
O cantor e compositor não conteve a emoção ao assistir o depoimento dos amigos, tias e irmã.
Fagner trouxe um clima muito romântico ao programa com as canções “Rancho das Flores” e “Preciso de Alguém”.
Conheça um pouco da história de Fagner:
Caçula numa família de cinco irmãos, o cearense Raimundo Fagner Cândido Lopes é daqueles artistas que trazem a música nas veias.
A vocação do cantor e compositor já era clara desde pequeno. Com apenas cinco aninhos venceu um concurso para cantores-mirins na Rádio Iracema de Fortaleza.
Em 1973 gravou seu primeiro disco e nele seu primeiro grande sucesso como intérprete: “Canteiros”, poema de Cecília Meirelles que ele musicou.
E não demorou muito para que ele começasse a se destacar no cenário musical, vencendo festivais e chamando a atenção da pimentinha Elis Regina que gravou “Mucuripe”, seu primeiro grande sucesso nacional.
Ousadia e criatividade sempre foram marcas registradas de Fagner, que se aventurava pelos mais variados ritmos e mesclava diferentes gêneros com maestria.
No final dos anos 70, foi convidado para comandar um importante projeto: o selo “Epic”, que revelou grandes nomes da MPB como Amelinha, Zé e Elba Ramalho.
Foi nessa época aliás que ele gravou “noturno”, um verdadeiro clássico da MPB.
Nos anos 80, o já renomado Fagner seguia ousado e inovador, ora resgatando as raízes nordestinas, ora mergulhando nos ritmos latinos ao lado de Mercedes Sosa, Camaron de La Isla e Juan Manuel Serrat.
Em 1983 mostra todo seu romantismo no disco “Palavras de Amor” e novamente alcança o topo das paradas com “Guerreiro Menino”, música de Gonzaguinha imortalizada pela voz do cantor.
Fagner sempre transitou entre o erudito e o popular com grande facilidade e por isso vivia surpreendendo os críticos que nunca sabiam o que esperar deste músico sempre tão criativo e original.
De Isaac Karabtchevisky à Gonzagão, muitas foram as parcerias do cantor, que em meados dos anos 80 definitivamente caía no gosto do povo com “Deslizes” que chegou ao primeiro lugar nas paradas de todo o Brasil.
Já são mais de 30 anos de estrada, inúmeros sucessos e interpretações inesquecíveis.
Fortaleza, a belíssima capital do Ceará, empresta seu nome ao novo CD de Fagner que foi gravado no Ararena, estúdio particular do cantor.
Ele mostra que seu talento para compor e reinventar canções está mais vivo que nunca, brindando os fãs de todo o Brasil com arranjos e interpretações sem igual.
O sucesso do artista se reflete também num admirável trabalho social: a Fundação Raimundo Fagner. Unindo arte e educação a Fundação trabalha com crianças e jovens carentes resgatando a cidadania e levando a esperança de um futuro melhor.
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