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Frejat

O homenageado de 18 de outubro marcou a vida de muitos jovens do país.
No programa, Frejat relembrou o início de sua carreira no Barão Vermelho e recebeu depoimentos de amigos que acompanharam este início, como por exemplo, os pais de Cazuza. “Faz de conta que uma parte do teu irmão está aqui, tenho certeza que onde você estiver ele estará olhando por você”, disse Lucinha Araújo, mãe de Cazuza.
Frejat até que tentou ficar firme, mas os depoimentos de carinho o deixaram muito emocionado. “Eu sou duro na queda, pra eu chorar é muito difícil e foi por pouco que não chorei. Esse programa vai ficar na minha memória para o resto da minha vida”, disse o homenageado.

Confira que cantou os sucessos de Frejat no palco:
Denise Regina – Pro dia nascer feliz (Cazuza / Frejat)
Kaike – Amor pra recomeçar (Frejat / Mauricio Barros / Mauro Santa Cecília)
Camila Moreno – Malandragem (Frejat e Cazuza)
André Marthins – Bete Balanço (Cazuza / Frejat)
Felipe Haniel – Por você (Frejat)
André Leonno – Segredos (Frejat)

Saiba um pouco mais sobre a vida de Frejat:
(Por Matheus Colen)
O Rock’n Roll foi apresentado ao Brasil inteiro pela jovem guarda nos anos 60. De lá pra cá, o gênero musical se desenvolveu com a ajuda de grandes artistas e conquistou uma multidão de fãs.
Roberto Frejat faz parte dessa história. Nascido no Rio de Janeiro em 1962, Frejat surgiu no rock nacional ao lado do grupo Barão Vermelho.
Cantor, compositor, produtor, guitarrista de muito talento e ex-estudante de geografia, Roberto Frejat conheceu o barão em 1981.
Na época, Roberto participava de outras três bandas e prometeu que só tocaria com o Barão em um único show.
No primeiro ensaio do Barão Vermelho, Guto Goffi, Maurício Barros, Dé Palmeira, Roberto Frejat e Cazuza experimentaram uma afinidade musical imensa.
Estava formada uma das mais importantes bandas do rock nacional.

O Barão Vermelho foi formado em 1981 pelos amigos Guto Goffi e Maurício Barros. Mesmo antes de estar completo, o grupo já tinha um show, agendado pelo pai de Maurício.
Em pouco tempo a dupla de amigos encontra o baixista Dé Palmeira e o guitarrista Roberto Frejat. Agora eles já formavam um quarteto, mas ainda faltava um vocalista.
Por indicação de Léo Jaime, o Barão Vermelho conhece Cazuza! O show que estava agendado nunca aconteceu, mas o grupo era bom demais para acabar.
O rock de qualidade e os vocais inconfundíveis de Cazuza foram gravados em uma ‘fita demo’, que acabou roubada! O ladrão era o jornalista e produtor musical Ezequiel Neves.
O som do Barão Vermelho conquistou Zeca, que roubou a fita, apresentou em uma gravadora e o Barão assinou contrato.
Com contrato assinado, o Barão Vermelho iniciou sua decolagem. Depois de 48 horas no estúdio, o grupo lança o primeiro álbum.
Apesar do som de qualidade e dos elogios da crítica, o rock do Barão não chegou ao grande público.
Na gravação do segundo trabalho, a banda queria a perfeição, e passou semanas no estúdio. Após horas intermináveis de gravação, o álbum teve o mesmo destino do primeiro disco.

O Barão precisava de mais destaque. Caetano Veloso e Ney Matogrosso deram o empurrão que faltava. Caetano incluiu a canção “todo amor que houver nessa vida” no repertório de show, e Ney Matogrosso gravou música “Pro dia nascer feliz”.
Em pouco tempo a versão original superou o sucesso de Ney, e o Barão Vermelho finalmente decolou!
Em 1984 o grupo é convidado para fazer a trilha sonora do filme “Bete Balanço”. Além da música tema, o grupo ainda marcou presença na telona.
Sucesso do cinema, com cerca de um milhão e meio de espectadores, Bete balanço projetou o Barão Vermelho definitivamente na cena do rock nacional.
Agora o grupo carioca já tinha milhares de cópias vendidas, e centenas de shows por todo o Brasil.
Cazuza e Frejat formaram a maior dupla de compositores que o rock brasileiro conheceu. O álbum “maior abandonado” foi sucesso absoluto e ganhou Disco de Ouro, vendendo mais de 100 mil cópias. A apresentação no Rock in Rio rendeu muito destaque para a banda.
Após completar a temporada de shows, Cazuza sai do Barão Vermelho e inicia carreira solo. O barão continuou na estrada.
Com Frejat nos vocais, a banda lança diversos álbuns durante a década de 90 e emplaca vários sucessos nas paradas.
O grupo permaneceu unido até 2001, quando todos integrantes resolveram amigavelmente dar um tempo com a banda.
Além de excelente guitarrista, cantor e compositor, Frejat também atua como produtor. No fim da década de 80 ele produz um álbum da banda “Inocentes”. Em 94 Frejat reúne grandes bandas nacionais em um disco que homenageia o rei Roberto Carlos.
Grupos como Skank, Biquini Cavadão, Nação Zumbi e Barão Vermelho participaram do trabalho.
Em carreira solo, Frejat lançou três álbuns.
Compositor de qualidade, ele teve diversos parceiros durante a carreira, e não foram poucas as oportunidades de marcar presença na história da música brasileira.
Com muita garra e talento, Frejat não desperdiçou nenhuma delas. O trabalho mais recente se chama “Intimidade entre estranhos” e conta com participações de grandes nomes da música nacional. |
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