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Kleiton e Kledir

Sucesso na década de 80, Kleiton e Kledir são os homenageados do programa do dia 28 de junho. Quem curtiu essa época pode relembrar os grandes sucesso e, a nova geração aproveitou para conhecer a boa música do Sul do país.
No palco, estiveram os talentos do Raul Gil. Eles encantaram os irmãos. “Pra nós é importante escutarmos outros artistas cantando as nossas músicas com outra cara”, disse Kleiton.

Confira quem esteve no palco:
Camila Moreno – Capaz (Kleiton Ramil e Kledir Ramil)
Felipe Haniel – Nem pensar (Kleiton Ramil e Kledir Ramil)
Shirley Oliveira – To que to (Kleiton Ramil e Kledir Ramil)
André Marthins – Vira virou (Kleiton Ramil)
BKW – Fonte de saudade (Kledir Ramil)
André Leonno – Paixão (Kledir Ramil)

Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Kleiton e Kledir receberam incentivo dos pais desde pequenos. Os rapazes são parte integrante de uma família que respira arte.
Alguns dos irmãos de kleiton e kledir também seguiram a carreira profissional. “Vitor Ramil” venceu recentemente um conceituado prêmio de música brasileira.
Envolvidos com a música desde pequenos, as primeiras apresentações de Kleiton e Kledir se deram no colégio em que estudavam.
Em 1970 Kleiton e Kledir entram para a faculdade e expandem os horizontes até a cidade de Porto Alegre. Lá, eles viveram no apartamento de uma tia por sete anos. E foi ali que os primeiros sucessos nasceram. Durante este tempo, ao lado de três amigos, formaram o grupo Almôndegas.

Misturando Rock, MPB e Folclore gaúcho, o grupo Almôndegas conseguiu certo destaque.
Após tocarem nas rádios, o grupo começou a fazer shows e em pouco tempo, as apresentações do Almôndegas reuniam quase cinco mil pessoas.
Uma gravadora se interessou pela banda e um contrato foi assinado. Em 1975 chegava ao mercado o primeiro álbum do Almôndegas.
No ano seguinte, mais um disco é lançado e uma das músicas vira tema de novela.
Em 1977, Kleiton, Kledir e os Almôndegas se mudam para o Rio de Janeiro. O sucesso do grupo havia extrapolado as fronteiras gaúchas.
Na Cidade Maravilhosa, os Almôndegas gravam mais dois álbuns e em seguida o grupo se desfaz.

Kleiton e Kledir resolvem continuar juntos e no final da década de 70 participam de um festival de música na TV com a canção “Maria fumaça”. A música foi muito bem aceita pelo público, e abriu as portas para o lançamento do primeiro álbum de Kleiton e Kledir.
O segundo trabalho da dupla, lançado no ano seguinte, trouxe músicas como “Deu pra tí”, “Trova” e “Paixão”. Esse disco foi sucesso em todo o Brasil e vendeu rapidamente mais de 100 mil cópias.
Kleiton e Kledir conquistam o público rapidamente. A mistura da sonoridade e do palavreado gaúcho, com as ricas influências musicais da dupla, cria mais canções de sucesso a cada ano que passa.
O terceiro disco teve como carro chefe as músicas “Tô que tô” e “Nem pensar”.
Em 1984 eles lançam o quarto disco no Brasil e gravam um álbum em espanhol, voltado para o mercado latino. Nessa época, os gaúchos já haviam rompido as fronteiras brasileiras e realizaram turnês internacionais.
O disco lançado em 1986 foi o último da primeira fase da dupla Kleiton e Kledir. Três anos depois do lançamento desse álbum, eles resolvem se separar e prosseguir com projetos individuais.
Kleiton aprimorou os conhecimentos musicais na França. Ao retornar para o Brasil, se tornou professor de música na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Kledir não saiu do país, se desenvolveu como cronista e também lançou um disco solo.
Kleiton e Kledir ficaram separados por sete anos. Neste tempo, além de descansarem, eles perceberam que produzem muito melhor juntos. O retorno se deu em 1996, com o álbum “Dois”. Logo após, os primeiros trabalhos da dupla foram relançados no mercado e venderam cerca de 500 mil cópias.
Em 2005, gravam o primeiro DVD, com os maiores sucessos da carreira.
As canções de Kleiton e Kledir também fizeram sucesso com outros artistas brasileiros. Grandes nomes de nossa música já gravaram as composições dos irmãos gaúchos.
Nestas idas e vindas Kleiton e Kledir marcaram presença na história da música popular brasileira, ao renovar e divulgar o melhor da cultura gaúcha. |
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