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MARTINHO DA VILA
Canta, canta minha gente deixa a tristeza pra lá! Martinho da Vila trouxe muita história e alegria para o Homenagem ao Artista dessa semana.
Com simpatia e simplicidade, Martinho assistiu os Talentos do Programa Raul Gil interpretando algumas de suas canções de sucesso.
Martinho da Vila foi homenageado também por grandes nomes da MPB. “O Brasil deve muito a você pelas suas músicas maravilhosas”, disse Beth Carvalho.
Confira quem homenageou Martinho da Vila:
Larissa Lima cantou o grande sucesso Ex-Amor (Martinho da Vila), acompanhada por Martinho.
Rafael Augusto surpreendeu com a canção Disritmia (Martinho da Vila): “Você me deu uma emoção muito grande, a mesma que eu tive quando Zeca Baleiro gravou essa música. Você vai ser um grande sucesso”, disse o homenageado.
Felipe Haniel animou Martinho com Casa de Bamba (Martinho da Vila). Os dois aproveitaram para cantar um trecho à capela.
Geisilaine animou a platéia com Canta, canta minha gente (Martinho da Vila)
Maísa deixou Martinho da Vila encantado com sua espontaneidade e interpretação na canção Devagar, Devagarinho (Eraldo Divagar).
Caio Mesquita emocionou Martinho com a interpretação de Mulheres (Toninho Geraes). “Você é um fenômeno! Não basta ser um grande músico, é preciso ser um grande artista e você é um grande artista”, disse o homenageado ao Caio.
Ricky Vallen fechou com chave de ouro. Ele deu uma nova roupagem para a canção Dancei (Argemiro).
Martinho da Vila assistiu ao depoimento de alguns amigos como: Tinoco, Beth Carvalho, Dudu Nobre, Jair Rodrigues, Moisés (presidente da Escola Vila Isabel), Leci Brandão, Jorge Aragão, Negra Li, Ivan Lins, entre outros.
Martinho ficou surpreso ao rever amigos que não encontrava há muito tempo: “Vocês foram além, fiquei emocionado pois não via Antônio Cotrin há muito tempo, não tinha mais o contato dele”.
Para finalizar, Martinho da Vila cantou: Vou viajar (Arlindo Cruz / Martinho da Vila), O que Banzo, Preta (Martinho da Vila) e Copacabana (Braguinha / Alberto Ribeiro).
Conheça um pouco da história de Martinho da Vila:
Era carnaval em Duas Barras, região serrana do Rio de Janeiro. Ao som da folia de “mômo” nascia José Martinho Ferreira, no dia 12 de fevereiro de 1938. Dona Teresa e seu Josué, pais de José Martinho, eram agricultores e tinham mais quatro filhas.
Em 1942, a família de Martinho mudou-se para a favela Boca do Mato, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. Foi nessa época, iluminado por um lampião, que seu Josué ensinava os filhos a ler.
Depois de terminar o primário num grupo escolar, Martinho fez curso profissionalizante de laboratorista industrial e foi sargento do exército até meados da década de 60.
A vida artística abriu as portas em 1967, com a classificação no Festival da Canção, em São Paulo. Um ano depois, Martinho compôs “Casa de Bamba”, a primeira música de grande sucesso.
Pesquisador das raízes brasileiras, Martinho da Vila ganhou título de Embaixador Cultural de Angola na década de 70.
O cantor e compositor levou as heranças africanas para o enredo vitorioso do carnaval carioca de 1988: “Kizomba, a festa da raça”.
Aliás, aí estão as outras duas paixões do artista: carnaval e a escola de samba Unidos de Vila Isabel.
Martinho da Vila tem uma galeria de títulos, entre eles um “Grammy” latino como melhor disco de samba em 2005. É o único sambista a receber disco de diamantes pela marca de um milhão e setecentas mil cópias vendidas.
Martinho também é sucesso no exterior. Na França o cantor e compositor tem muito prestígio, principalmente após o lançamento do CD “Conexões”. Em Portugal, ganhou disco duplo de ouro por uma coletânia de sucessos.
Poeta, romântico, criativo, brasileiro convicto. Além da música, Martinho da Vila busca realizações na literatura. O artista tem sete livros lançados.
Martinho é idealizador e produtor do projeto “Concerto Negro”, onde canções folclóricas foram interpretadas por uma orquestra sinfônica.
A música levou Martinho da Vila numa deliciosa viagem pelo mundo inteiro. Mas o artista nunca se esqueceu da cidade natal. A Praça dos Namorados ou o bar “Rei do Bacalhau” são alguns dos refúgios de Martinho em Duas Barras.
Com a ajuda de empresas, Martinho comprou a casa onde o pai trabalhou e a transformou num instituto cultural. Lá, 300 alunos, da infância à terceira idade, têm aulas de teatro, música e dança.
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