HOMENAGEM AO ARTISTA
- SERGIO REIS –
O convidado para Homenagem ao Artista deste domingo, 29/04, é um grande artista em vários sentidos. Sérgio Reis “é um dos responsáveis pelo sucesso da música sertaneja, um ser humano extraordinário, um exemplo de artista e cantor”, disse Raul Gil.
Confira quem cantou para homenagear Sérgio Reis:
Alex Jr conquistou Sergio Reis com seu carisma ao apresentar Boiadeiro Erranre (Teddy). “Nós estamos mantendo a tradição. O Alex é tão pequeno e já canta essa poesia”, disse o homenageado.
André Marthis recebeu um elogio de Serjão pelo arranjo country que deu para as canções “Pinga ni mim” e “Panela Velha” (Moraeszinho e Paulo Silvestre / Elias Filho).
Deivison e Rômulo apresentaram uma canção de suma importância para a carreira de Sérgio Reis: “O menino da porteira” (Luizinho e Teddy Vieira).
Maísa encantou Serjão coma canção “Coração de papel” (Sergio Reis). “Em toda a minha vida artística, eu nunca sonhei que teria uma menina tão pequena cantaria minha música. Você realmente tocou meu coração”, disse Sérgio Reis com lágrimas nos olhos.
Mayck e Lyan surpreenderam o homenageado com a interpretação de “Comitiva esperança” (Almir Sater / Paulo Simões).
Ricky Vallen emocionou Sergio Reis e a platéia com a canção “Filho adotivo” (Arthur Moreira / Sebatião Ferreira).
Sergio Reis emocionou-se ao assistir a um vídeo com depoimentos de pessoas importantes para a sua carreira: Luiz Vieira (compositor), Leal (compositor), Márcio e Ronald Antonicci (Os Vips), Tinoco, Léo Canhoto e Robertinho, Irmãs Galvão, Tedinho, Amado Batista, Jerry Adrini, Almir Sater, Toquinho, além dos familiares.
Sérgio Reis cantou algumas de suas músicas do no CD Tributo a Goiá, que é uma homenagem a Gerson Coutinho da Silva (Goiá), um dos grandes poetas da música sertaneja.
Sérgio Reis quis resgatar para as novas gerações esse compositor e artista esquecido pelo grande público, mostrando o lirismo e a alma de cada canção composta por Goiá. Sérgio cantou “Pé de Cedro” e “Tardes morenas de Mato Grosso” .
Conheça um pouco da história de Sérgio Reis:
23 de junho de 1940, zona norte de São Paulo. Nascia o segundo filho de Clara e Erico Bavini.
Com dez anos, Sérgio começou a trabalhar com o pai e o avô numa fábrica de papelão. Nessa época ouvia e encantava-se com o programa de rádio de Tonico e Tinoco. Foi pela simpatia com a dupla que Sérgio ganhou o primeira viola.
Sérgio Reis começou a cantar em público ainda na adolescência. Era meados da década de 50 e a juventude apreciava ídolos como Elvis Presley. Por causa disso, os artistas da época adotavam nomes estrangeiros. Foi assim que sérgio virou Johnny Johnson e passou a fazer muito sucesso em programas de rádio e casas noturnas de São Paulo.
Sérgio Reis tinha 21 anos quando gravou o primeiro disco em 78 rotações. No repertório, basicamente, bolero e rock.
De lá pra cá, Sérgio gravou 42 discos e teve mais de 15 milhões de cópias vendidas. Além da música, o artista comandou programas de rádio e de tv, atuou em novelas e filmes nacionais.
Em 1967, Sérgio Reis lançava o primeiro grande sucesso da carreira: “Coração de Papel”. A mistura de rock e romantismo levou o artista a fazer parte da Jovem Guarda, movimento musical liderado por Roberto, Erasmo e Wanderléa.
A década de 70 trouxe outras inspirações para Sérgio Reis. O artista seguiu as influências infantis e redirecionou a carreira para o sertanejo. Em 1973, Sérgio gravou o primeiro álbum nesse estilo, que trouxe a canção “Menino da Porteira”. Foi a primeira vez que a música caipira tocou numa emissora Fm de rádio.
Em 48 anos de carreira, Sérgio Reis acumulou grandes vitórias. Em setembro de 2000 ganhou o Grammy Latino, o Oscar da música, por melhor álbum sertanejo.
Dois anos depois, precisou ser forte e vencer sérios problemas de saúde. Mas os momentos críticos não foram suficientes para abalar a carreira de “Serjão”. Um ano depois, Sérgio Reis realizou outro grande sonho da carreira: a gravação do CD e DVD com os filhos.
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